Comparar exige uma base comum
A comparação entre campanhas LDAR depende de cadastro, cobertura, critérios e condições compatíveis. Uma queda na quantidade de ocorrências pode decorrer de reparos, mas também de redução do universo inspecionado ou mudança na classificação.
Antes de apresentar uma tendência, reconcilie os componentes: quais existiam nos dois períodos, quais foram incluídos ou retirados e quais ficaram sem avaliação. Essa reconciliação transforma uma comparação de totais em uma análise verificável.
Um exemplo de denominadores diferentes
Considere um caso didático: uma campanha encontra dez ocorrências em mil componentes avaliados; outra encontra oito em quinhentos. O total caiu, mas a proporção entre os componentes avaliados subiu de 1% para 1,6%. Nenhuma dessas medidas, isolada, explica o desempenho ambiental da planta.
Também é preciso verificar se a segunda campanha concentrou componentes com histórico de problemas. Uma seleção diferente muda a interpretação da proporção. Não apresentar a diferença como conclusão causal sem investigar o desenho da campanha e as condições de operação.
Uma comparação documentada
Organize uma tabela por período com universo previsto, avaliado, restrito, critérios e versão do cadastro. Depois analise separadamente o conjunto comum e as alterações. Registre reparos e reverificações sem confundir encerramento administrativo com resultado técnico.
O guia LDAR da EPA é referência para organização do programa. Os exemplos numéricos deste texto são ilustrativos, não resultados da Monitorar. Uma tendência confiável nasce de definições estáveis e da exposição das mudanças, incluindo aquelas que impedem uma comparação direta.
Fontes para consulta
Publicado em 18/10/2026
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